09/04/2009
Paixão não tem preço...
Paixão não tem preço. Paixão não se compra... e pode escrever, quem tenta comprar não tem caráter. Quem aceita vender, menos ainda.
Paixão não é estratégia de marketing, paixão é um sentimento exacerbado e extremado, elevado à décima quinta potência e multiplicado por 345!!!!
Podem falar o que for, tentar explicar...elaborar teorias e estudos, mas nada vai conseguir descrever e explicar um sentimento, nada!!!! E olha que vitórias virão, derrotas catastróficas então.......mas nada abala uma paixão, nada!!!
sexta-feira, 10 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
01/04/2009
Crônicas do dia-a-dia, e olha que era 1º de abril...
Acorda!!! Os olhos insistem em não abrir. Abriram e fecharam, estavam pesados. Acorda, 7h05, porra!!! Acorda!!!!!!! Mas a última noite eu passei em claro. Acorda porra!!! Acordado!!! Levanta, corre, banheiro, banho...cabelo, arruma, penteia, agora já da trabalho de novo...
Café pronto, fome!!!! Escova os dentes. Reza, medita.......sobe. A melhor roupa, o terno preto, camisa, gravata preta, meia preta, sapato preto, hoje tem entrevista importante.......
Já são 8h10, hoje eu tô devagar..........
Consulta as 9h, saio as 10h!!!!! 17 malditos minutos e lá vem o ônibus, finalmente. 10h46 no escritório, atrasado. E-mails até não querer mais. Notas para fazer....são seis, as 11h. Não da tempo, falta concluir a montagem da entrevista......pronto!!!! Ficou bom. Porra, meio-dia, já!!! Não vai dar tempo, tem que ser agora......telefone, e-mail, reunião.........confirma? Não, espera? Quem vai? Vou ver!!! Tá pronto? Não, espera!!! Eu vou, e você? Evento, quem vai? Prontos? Espera!!!!!!! Telefone, e-mail!!!!!! Vamos? Vamos!!!!!
12h15!!!! Almoço, almoço animado...eu, pai, irmão, amigo e chefe....almoço animado, papo sério, papo bom. Os cinco cavalheiros estão à vontade, mas sabem que precisam ir.
Bora? Bora, 14h!!!!!!!! Lá as 15h!!! E ainda faltam as tais seis notas. 14h45, prédio legal, sala linda..........que vista!!! 15h entrevista. Caralho, é o cara mesmo. Tá bem mais velho que no site. Posudo, imponente...humilde, sincero. Na penúltima eu vi as lágrimas nos olhos dele. Ele me agredeceu com o olhar. Eu também chorei.......
16h, como ele disse e deu tudo certo...ainda faltam as tais seis. Corre que da tempo. 17h20 em casa de novo, quer dizer, no escritório. Preciso trabalhar, as tais seis.........matéria fica de lado hoje de novo.
18h40, já foram três, faltam três. Telefone, porra, já fechou!!!! Meu irmão: A mãe ta doente, traz remédio. Trago. Porra, quero treinar, não fui ontem. Plano A, sair as 20h, treinar até as 21h, comprar os rémedios. Ok!!!!!! Corre, 20h35, tudo pronto. Corre, 20h40, sem terno, sem gravata, trocado, de camiseta, calça velha e tênis.......Vou fechar e vou embora, bora comigo? Bora!!!! 20h45 na rua, 20h50 na academia......remédio........Não vai dar, vai, corre que da, como sempre. 21h20, treino completo, sem pular nada, na raça e na vontade. 21h25 da Moóca ao Jabquara até as 22h, bora que da. Não vai dar tempo de estudar hoje. Escutar Dream Theater é estudar. Quinta, quarta, terceira, pneu canta, farol vermelho...........vários.............cola em um, cola outra vez, passa, abre, terceira, quarta, quinta, abre, passa...farol, passa!!!!!!! 21h50, primeira vaga que apareceu, carro torto. Caralho, como é o nome do remédio..........o papel estava em cima da minha mesa e eu esqueci no escritório............A tática que andei utilizando estes dias do papel no bolso da camisa ia bem, esqueci......Toca, toca, toca, toca, toca, mãe, qual é o nome do remédio? Eu lembro que eram três caixas, 500 mg, mas e o nome. Eu sabia, gravei, mas não tinha certeza.
Level Complete!!!!!!
sábado, 28 de março de 2009
28/03/2009
Só sei que faz tempo e eu era pequeno...
Não me lembro bem que dia era, só sei que era um domingo a tarde de 1989 e eu estava no alto dos meus oito anos. Um registro duvidoso na internet, encontrado após uma pesquisa preguiçosa, me indica 5 de março de 1989. Eu não tenho certeza, mas o que importa? Descobri que ter certeza na vida é muito chato. Perdi muitas coisas porque esperava a tal da certeza. O pior de tudo é que deixei de viver....... Bom, foda-se, não faz diferença, de qualquer forma passaram-se 20 anos. Lembro que joguei bola com meu irmão de manhã na quadra do prédio onde meu pai morava. Depois tomamos banho, almoçamos e fomos para o estádio. Lembro também que havia passado a noite lá no apartamento um amigo do meu pai com o sobrinho dele, e que eles foram embora na hora que saímos para ir ao estádio. O garoto, que devia ter mais ou menos a minha idade, não podia saber que íamos ao estádio.
Era dia de jogo, minha primeira vez no estádio, não lembro de muita coisa. Palmeiras x Botafogo - SP. Acho que Campeonato Brasileiro. Se for março de 1989 é possível, pois o estadual era no final do ano, depois mudou. Também não me lembro se eu pedi para ir ou se meu pai nos levou espontâneamente. Só sei que era palmeirense, no alto dos meus oitos anos, e vivia grudado com uma bola de futebol...só falava de futebol, só desenhava futebol e só jogava futebol. Mesmo porque, com oito anos, nada tem tanta graça quanto o futebol. Tentaram me dar outras camisas, até me fizeram vestir, mas eu era palmeirense, eu era o Edu, o Jorginho, o Odair, o Toninho, o Careca, o Evair.... No alto dos meus oito anos eu já tinha consciência futebolística. Lembro que uns anos antes, em 1986, eu fiquei chateado com a derrota na final do campeonato paulista.
Bem, do tal dia mesmo, lembro da chegada ao estádio. O jogo já estava rolando e o estádio estava muito cheio. Era aquela época da fila dos anos 80, sempre lotado. Times ruins, com alguns destaques individuais e nada de títulos...
Lembro que não conseguia ver nada e a gente ia sempre para o alto, para o alto e nunca chegava. Todas as pessoas eram altas, como meu pai...até os policiais. Lembro que meu pai dizia toda hora: "Na hora que sair gol, segurem-se!!!" Eu não vi porra nenhuma, só um monte de gente alta e a gente indo cada vez mais alto e não chegava nunca. Até que chegamos lá no alto, na grade. De repente um alvoroço. Eu ainda não tinha olhado para o campo direito. De repente eu me apaixonei. Que vista maravilhosa lá do alto...eu nunca tinha visto um campo de futebol, só na televisão. Ah sim, o alvoroço. Pelo que entendi, o goleiro deles pegou a bola com a mão fora da área. Ele estava deitado no gramado, todo esticado, segurando a bola com as mãos para frente na extremidade da grande área. As mãos dele e a bola meio dentro e meio fora da área. Eu não lembro dos gols, só lembro que terminou 3 x 0 para nós e que toda vez que eu estava em São Paulo eu queria ir lá, encontrar meus amigos e ver meus meninos jogarem bola. Até hoje é assim. Encontro meus amigos, encontro conhecidos e por 90 minutos parece que tudo passou e que nada importa. Fico mal quando não estou lá. As vezes eu nem vejo o jogo. Pelo menos por alguns instantes meus olhos se perdem por aí, na imensidão daquele mar de gente. Tem momentos que parecem até que eu estou sozinho, pois esqueço dos meus amigos. O que me importa é estar lá. Nem gritar, nem cantar, nem conversar, nem nada, apenas estar lá e ver tudo acontecer, como sempre acontece. Uma repetição de tudo que eu já vi antes. Um filme que eu tenho decorado na cabeça.
Vai ser estranho o dia que eu não for mais lá. O dia que eu não encontrar eles lá, o dia em que o Marcos não estiver no gol. O dia em que eu não me atrasar, o dia em que as arquibancadas não forem mais arquibancadas. Ah, maldito progresso, deixa o Palestra como está. Eu cresci assim, com o Marcão no nosso gol, com meus amigos do lado, mesmo parecendo que eu estava só, e com arquibancadas de concreto.
É engraçado como me sinto no meio de irmãos, por mais que eu nem saiba o nome de quem está do meu lado. Afinal de contas, o que importa? São todos Deliberallis, Murgias, Romanas, Tremocoldis,...todos falam alto, gesticulam, são teimosos e meio carrancudos. Não tem em lugar nenhum isso e nenhuma outra camisa gera tanta coisa ao mesmo tempo...ódio, amor, inveja, medo....Somos um povo, lutamos contra o preconceito, contra mentiras e contra uma guerra...
No alto dos meus oito anos eu nem imaginava que essa história ia ser assim...
domingo, 1 de fevereiro de 2009
01/02/2009
Faz tempo, muito tempo...
Ela me pira, já falei isso pra ela...
Ela é do samba, carioca da gema
Adora a noite!!!
Tudo ao contrário. Nem aí pra mim. Não gosto de samba e não sou carioca. Quer dizer, "carióaca", como eles dizem. Ah, eu não gosto da noite...não danço, não bebo e não fumo. Ela disse que me ensina...
O problema todo é que ela mexe comigo, e já faz tempo. Sempre teve minha atenção, sempre prendeu meu olhar, sempre me deixou gaguejando na hora de falar...ela sabe disso.
Ela é carioca, ela é do samba e mexe comigo, como deve mexer com todo mundo quando passa.
Ela é do samba, carioca da gema...adora a noite e me deixa maluco. É tão bonita que o sol perde a graça, a lua fica com inveja e meus olhos...ah, os meus olhos pulam de felicidade...
Distante, distante, longe...vou longe quando falo com ela. Até me faz pensar que um dia a terei. Ela é carioca, ela é do samba...
Pobre mortal de imaginação fértil...
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
30/01/09
Eu desmarco tudo, eu tinha que estar lá
Eu tinha que estar lá. Comecei a semana me lamentando e triste porque eu sabia que eu não iria, sabia que não devia ir. Eu dizia para mim mesmo não ir. O problema é que eu sempre mudo de idéia na hora, quer dizer, perto da hora. Eu não aguentaria saber que todos estariam lá e só eu não iria. Ela sempre toda de verde, muita festa, todos cantando e só eu não estaria lá. Engraçado como tudo muda e como tudo passa a conspirar a favor: eu desmarquei tudo, compromissos foram cancelados, eu tinha que estar lá.
Não deixo de cumprir minhas obrigações, apenas me organizo de maneira que na hora exata eu possa estar lá, e eu estava, mais uma vez. Talvez seja a única coisa que eu goste de fazer que eu não precise fazer absolutamente nada, é natural, é um ciclo natural. Quando estou lá, parece que o mundo para, que ele acaba, pois tudo vem depois, depois, depois, e não adianta me chamar, eu não vou. Não adianta me ligar, é depois. Não importa se eu vou sair feliz ou triste, isso é uma consequência, o que importa é estar lá: estático, paralisado, apenas seguindo e analisando tudo com um olhar fixo, perplexo, dedicado...
É uma obrigação estar lá, mas não me sinto obrigado. Nem feliz demais, nem triste demais, é normal...mas eu tenho que estar lá. Talvez um grito. Antes eu era bem mais agitado. Cantava, pulava, gritava, falava palavrões até explodir e botar tudo pra fora na hora do bendito. Hoje eu me contento apenas em estar lá...cada ano mais e mais. Silencioso, mas sempre lá.
Que o mundo acabe, que todas as pessoas morram, mas não me deixem longe de lá. Não me impeçam de ir pra lá. Não me atrapalhem, porque eu vou estar lá. Por mais que eu diga o tempo todo que eu não vá, por mais que a chuva me ameace...eu sempre vou estar lá.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
04/01/09
Aviso: o primeiro post do ano
Para quem se aproveitou da minha nobreza e da minha bondade, para quem me maltratou, me pisou, me atrapalhou, me enganou, mentiu, me usou, ou tentou me foder mesmo, com todas as letras, nesse ano que passou, um aviso: Não deu certo!!!!!!!! Não, definitivamente não!!!!!!! Sejam mais inteligentes, com planos e desculpas melhores, porque vocês só me fizeram cócegas e me deixaram muito, mas muito, mas muito mais forte!!!!
O ano de 2008 entrou para a história. Muitas baixas e até perdas, mas as conquistas e as vitórias foram arrasadoras, destruidoras, inspiradoras, empolgantes... imponentes!
Foi um ano intenso, de mudanças, de muita superação, determinação e dedicação, como vem sendo desde 2005. E que ano!!!!!! Me cansei mais, trabalhei mais, me diverti mais, pratiquei mais esportes, me superei ainda mais, e o melhor de tudo: eu venci!!!!!!!!!! Foi um ano de libertação!!!!! Eu voltei a ser eu mesmo, a me sentir eu mesmo...
Sinto que 2009 vai ser bem mais, muito mais que 2008. O pontapé inicial já foi dado e a bola já está rolando... eu vou pra cima, como sempre fui. Guenta comigo? Então corre atrás!!!
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