sábado, 27 de junho de 2009

27/06/2009
Dói e é triste!

É sábado, 27 de junho, mas eu preferia que não fosse...
O mundo podia...não, devia, devia ter acabado domingo passado logo após eu ter saido da casa dela. Tinha ficado puto, mas havia passado. Coisa corriqueira que me irritou. Passou porque ela pediu para eu não me irritar com essas coisas, eu segui o que ela falou. O final de semana havia sido muito legal, o domingo a noite também, mesmo depois de ter ficado meio puto, mas passou...estava tudo legal.

Por que ela foi me fazer a tal "pergunta imbecil"? Eu devia ter respondido que se era imbecil, não deveria fazer. Mas vá lá, eu aceitei e deu no que deu. A semana foi ruim, com brigas, com incertezas e eu agoniado, triste, pensativo, mas confiante.

Não adiantou, eu tentei, mas não deu...
Faz pouco tempo, mas ela pediu um tempo. Que tempo? Faz um tempo que ela estava diferente...bonita sempre, mas estava diferente...

Chorei, não dormi a noite e o sábado, o 27 de junho, foi uma merda. Boa parte da chuva que caiu hoje era minha, as minhas lágrimas...
Acho que o cara da bicicletaria nunca trocou a roda de uma bike que o dono estivesse tão triste, dono de toda aquela chuva...

Dói e é triste...fiquei o dia todo arrumando coisa pra fazer. Não pude ensaiar e tive que me virar...
Dói e é triste...ela está on-line no msn e eu não posso chamar.....não quero sufocá-la...já nos falamos no final da tarde. Mas eu estou sufocado!!! O que eu faço? Só queria estar com ela, sem fazer nada...ver um filme atrás do outro deitado no sofá, olhar nos olhos, beijar e dar um amasso no intervalo.

Sim, eu estava feliz e apaixonado e agora eu estou aqui, impotente e confinado no quarto. Trabalhando!!!!!!! Meu Deus, é para matar qualquer boa alma!!!
Que saudade filha da puta e só faz um dia que não a vejo...
Realmente, eu não tenho mais saúde para isso.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

28/05/2009
Estranho...

Raiva, da mais pura...
Ódio incontrolável...

O dia não passava e eu já sabia por que.
Acabava o mundo, mas não dava 10 da noite...
A Coréia do Norte ligava o foda-se bem grande para o resto do mundo, mas nada de dar 10 da noite.

É sempre assim, toda vez que tem muito sacrifício na parada, da merda.
Ingresso caríssimo, difícil de comprar, jogo ruim de Libertadores as 10 da noite. Vou sair do estádio meia-noite, chegar em casa lá pela 1h tendo que levantar as 6h...

Ódio mortal, incontrolável...
O Peixe me ligava e eu não atendia
Tocava até ele desistir, até eu desligar o celular...
Se eu atendesse ia mandar ele tomar no cú...
Prefiro ficar só, sentir a dor só...
Me deixem só, porra!!!!!!
Empatar em casa, principalmente, em Libertadores é como perder a vida...dói na alma
Perder nem se fala...

E minha casa que não chega...
Maldito apito de limite...
Apita toda hora que passo de 70 Km/h...
Passei de 100 Km/h umas três vezes...
Apita merda, apita que eu não escuto...
Tem horas que eu queria estar de bicicleta
Dá para encurtar o caminho nas quebradas e descer as ruas na contra mão.

1h05 em casa, 1h30 de banho tomado, 2h na cama...
A raiva tá passando.
Amanhã é sexta e é só o começo!!!!

terça-feira, 12 de maio de 2009

13/05/2009
Agora todo mundo quer!

Agora todo mundo quer, todo mundo nota, todo mundo liga, todo mundo flerta, todo mundo olha, todo mundo manda mensagem, todo mundo da um toque e deixa até depoimento!!! Obrigado, mas agora não da...quem sabe daqui há algum tempo. A gente nunca sabe o que o destino nos reserva, não é mesmo??!!! Me desculpe, mas agora não da!!!! Estou muito ocupado curtindo a vida, sendo feliz com os que me amam e colhendo tudo o que eu plantei.

Ser honesto não da dinheiro, mas da tranquilidade. Ser humilde não te da o que você quer, mas te da confiança. Ser sincero as vezes machuca e nem sempre te leva a conseguir o que se almeja, mas te da serenidade e te deixa transparente na visão dos outros.

Eu não preciso de nada disso não. Não preciso mostrar nada a ninguém. Não preciso fugir de ninguém, evitar ninguém e nem fingir nada, pois eu falo o que eu penso e sinto, tenho o peito aberto e sei a hora certa de agir.

O segredo: basta olhar nos olhos, baixar a cabeça quando tiver que baixar e deixar a vida fluir. Uma hora chega o momento de colher tudo o que se plantou. Aí, é só agradecer e curtir.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

07/05/2009
Um ano!


Faz um ano

Um ano que eu quase perdi a cabeça, um ano que eu quase fiquei sem o que eu mais gosto, um ano que eu me cuido mais, um ano que eu escuto melhor, vivo melhor!!!

Faz um ano que eu sou eu de novo, que tenho e sei quem são meus amigos, que eu sei que tem gente que gosta de mim e eu nem sabia, que eu vivo mais intensamente do que nunca...

Faz um ano que eu confio mais em mim e sinto que estou cada vez mais longe de descobrir meus limites e onde quero chegar.

Faz um ano que eu recuperei boa parte da alegria de viver, faz um ano que eu entendi boa parte do que é a vida e quem eu sou.

Faz um ano!!!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

09/04/2009
Paixão não tem preço...

Paixão não tem preço. Paixão não se compra... e pode escrever, quem tenta comprar não tem caráter. Quem aceita vender, menos ainda.

Paixão não é estratégia de marketing, paixão é um sentimento exacerbado e extremado, elevado à décima quinta potência e multiplicado por 345!!!!

Podem falar o que for, tentar explicar...elaborar teorias e estudos, mas nada vai conseguir descrever e explicar um sentimento, nada!!!! E olha que vitórias virão, derrotas catastróficas então.......mas nada abala uma paixão, nada!!!

quarta-feira, 1 de abril de 2009


01/04/2009
Crônicas do dia-a-dia, e olha que era 1º de abril...

Acorda!!! Os olhos insistem em não abrir. Abriram e fecharam, estavam pesados. Acorda, 7h05, porra!!! Acorda!!!!!!! Mas a última noite eu passei em claro. Acorda porra!!! Acordado!!! Levanta, corre, banheiro, banho...cabelo, arruma, penteia, agora já da trabalho de novo...

Café pronto, fome!!!! Escova os dentes. Reza, medita.......sobe. A melhor roupa, o terno preto, camisa, gravata preta, meia preta, sapato preto, hoje tem entrevista importante.......

Já são 8h10, hoje eu tô devagar..........
Consulta as 9h, saio as 10h!!!!! 17 malditos minutos e lá vem o ônibus, finalmente. 10h46 no escritório, atrasado. E-mails até não querer mais. Notas para fazer....são seis, as 11h. Não da tempo, falta concluir a montagem da entrevista......pronto!!!! Ficou bom. Porra, meio-dia, já!!! Não vai dar tempo, tem que ser agora......telefone, e-mail, reunião.........confirma? Não, espera? Quem vai? Vou ver!!! Tá pronto? Não, espera!!! Eu vou, e você? Evento, quem vai? Prontos? Espera!!!!!!! Telefone, e-mail!!!!!! Vamos? Vamos!!!!!

12h15!!!! Almoço, almoço animado...eu, pai, irmão, amigo e chefe....almoço animado, papo sério, papo bom. Os cinco cavalheiros estão à vontade, mas sabem que precisam ir.

Bora? Bora, 14h!!!!!!!! Lá as 15h!!! E ainda faltam as tais seis notas. 14h45, prédio legal, sala linda..........que vista!!! 15h entrevista. Caralho, é o cara mesmo. Tá bem mais velho que no site. Posudo, imponente...humilde, sincero. Na penúltima eu vi as lágrimas nos olhos dele. Ele me agredeceu com o olhar. Eu também chorei.......

16h, como ele disse e deu tudo certo...ainda faltam as tais seis. Corre que da tempo. 17h20 em casa de novo, quer dizer, no escritório. Preciso trabalhar, as tais seis.........matéria fica de lado hoje de novo.

18h40, já foram três, faltam três. Telefone, porra, já fechou!!!! Meu irmão: A mãe ta doente, traz remédio. Trago. Porra, quero treinar, não fui ontem. Plano A, sair as 20h, treinar até as 21h, comprar os rémedios. Ok!!!!!! Corre, 20h35, tudo pronto. Corre, 20h40, sem terno, sem gravata, trocado, de camiseta, calça velha e tênis.......Vou fechar e vou embora, bora comigo? Bora!!!! 20h45 na rua, 20h50 na academia......remédio........Não vai dar, vai, corre que da, como sempre. 21h20, treino completo, sem pular nada, na raça e na vontade. 21h25 da Moóca ao Jabquara até as 22h, bora que da. Não vai dar tempo de estudar hoje. Escutar Dream Theater é estudar. Quinta, quarta, terceira, pneu canta, farol vermelho...........vários.............cola em um, cola outra vez, passa, abre, terceira, quarta, quinta, abre, passa...farol, passa!!!!!!! 21h50, primeira vaga que apareceu, carro torto. Caralho, como é o nome do remédio..........o papel estava em cima da minha mesa e eu esqueci no escritório............A tática que andei utilizando estes dias do papel no bolso da camisa ia bem, esqueci......Toca, toca, toca, toca, toca, mãe, qual é o nome do remédio? Eu lembro que eram três caixas, 500 mg, mas e o nome. Eu sabia, gravei, mas não tinha certeza.
Level Complete!!!!!!

sábado, 28 de março de 2009


28/03/2009
Só sei que faz tempo e eu era pequeno...

Não me lembro bem que dia era, só sei que era um domingo a tarde de 1989 e eu estava no alto dos meus oito anos. Um registro duvidoso na internet, encontrado após uma pesquisa preguiçosa, me indica 5 de março de 1989. Eu não tenho certeza, mas o que importa? Descobri que ter certeza na vida é muito chato. Perdi muitas coisas porque esperava a tal da certeza. O pior de tudo é que deixei de viver....... Bom, foda-se, não faz diferença, de qualquer forma passaram-se 20 anos. Lembro que joguei bola com meu irmão de manhã na quadra do prédio onde meu pai morava. Depois tomamos banho, almoçamos e fomos para o estádio. Lembro também que havia passado a noite lá no apartamento um amigo do meu pai com o sobrinho dele, e que eles foram embora na hora que saímos para ir ao estádio. O garoto, que devia ter mais ou menos a minha idade, não podia saber que íamos ao estádio.

Era dia de jogo, minha primeira vez no estádio, não lembro de muita coisa. Palmeiras x Botafogo - SP. Acho que Campeonato Brasileiro. Se for março de 1989 é possível, pois o estadual era no final do ano, depois mudou. Também não me lembro se eu pedi para ir ou se meu pai nos levou espontâneamente. Só sei que era palmeirense, no alto dos meus oitos anos, e vivia grudado com uma bola de futebol...só falava de futebol, só desenhava futebol e só jogava futebol. Mesmo porque, com oito anos, nada tem tanta graça quanto o futebol. Tentaram me dar outras camisas, até me fizeram vestir, mas eu era palmeirense, eu era o Edu, o Jorginho, o Odair, o Toninho, o Careca, o Evair.... No alto dos meus oito anos eu já tinha consciência futebolística. Lembro que uns anos antes, em 1986, eu fiquei chateado com a derrota na final do campeonato paulista.

Bem, do tal dia mesmo, lembro da chegada ao estádio. O jogo já estava rolando e o estádio estava muito cheio. Era aquela época da fila dos anos 80, sempre lotado. Times ruins, com alguns destaques individuais e nada de títulos...
Lembro que não conseguia ver nada e a gente ia sempre para o alto, para o alto e nunca chegava. Todas as pessoas eram altas, como meu pai...até os policiais. Lembro que meu pai dizia toda hora: "Na hora que sair gol, segurem-se!!!" Eu não vi porra nenhuma, só um monte de gente alta e a gente indo cada vez mais alto e não chegava nunca. Até que chegamos lá no alto, na grade. De repente um alvoroço. Eu ainda não tinha olhado para o campo direito. De repente eu me apaixonei. Que vista maravilhosa lá do alto...eu nunca tinha visto um campo de futebol, só na televisão. Ah sim, o alvoroço. Pelo que entendi, o goleiro deles pegou a bola com a mão fora da área. Ele estava deitado no gramado, todo esticado, segurando a bola com as mãos para frente na extremidade da grande área. As mãos dele e a bola meio dentro e meio fora da área. Eu não lembro dos gols, só lembro que terminou 3 x 0 para nós e que toda vez que eu estava em São Paulo eu queria ir lá, encontrar meus amigos e ver meus meninos jogarem bola. Até hoje é assim. Encontro meus amigos, encontro conhecidos e por 90 minutos parece que tudo passou e que nada importa. Fico mal quando não estou lá. As vezes eu nem vejo o jogo. Pelo menos por alguns instantes meus olhos se perdem por aí, na imensidão daquele mar de gente. Tem momentos que parecem até que eu estou sozinho, pois esqueço dos meus amigos. O que me importa é estar lá. Nem gritar, nem cantar, nem conversar, nem nada, apenas estar lá e ver tudo acontecer, como sempre acontece. Uma repetição de tudo que eu já vi antes. Um filme que eu tenho decorado na cabeça.

Vai ser estranho o dia que eu não for mais lá. O dia que eu não encontrar eles lá, o dia em que o Marcos não estiver no gol. O dia em que eu não me atrasar, o dia em que as arquibancadas não forem mais arquibancadas. Ah, maldito progresso, deixa o Palestra como está. Eu cresci assim, com o Marcão no nosso gol, com meus amigos do lado, mesmo parecendo que eu estava só, e com arquibancadas de concreto.

É engraçado como me sinto no meio de irmãos, por mais que eu nem saiba o nome de quem está do meu lado. Afinal de contas, o que importa? São todos Deliberallis, Murgias, Romanas, Tremocoldis,...todos falam alto, gesticulam, são teimosos e meio carrancudos. Não tem em lugar nenhum isso e nenhuma outra camisa gera tanta coisa ao mesmo tempo...ódio, amor, inveja, medo....Somos um povo, lutamos contra o preconceito, contra mentiras e contra uma guerra...

No alto dos meus oito anos eu nem imaginava que essa história ia ser assim...